BLACK MIRROR, A DEPENDÊNCIA DA HIPERCONECTIVIDADE: DISTOPIA OU FUTURO PRÓXIMO?

  • Thainá Favarin Centro FAG
  • Sergio Marilson Kulak

Resumo

Não é de hoje que a sociedade caminha para um futuro cada vez mais online e hiperconectado. Baseado nessa premissa, o seriado Black Mirror busca retratar, muitas vezes de forma distópica, as consequências desses novos costumes dos indivíduos na era pós-moderna. Tendo em vista a crescente expansão do ciberespaço, movido pela imersão da sociedade nas novas formas de se comunicar, o tema se insere no contexto de que a sociedade está criando raízes no mundo hiperconectado. O presente trabalho tem por objetivo traçar os pontos de convergência entre Nose Dive e a realidade. Para tanto, foi elaborada uma análise fílmica combinada com uma pesquisa exploratória e bibliográfica. O estudo de caso do presente trabalho se desenvolve com base em autores que abordam o comportamento humano, como Erving Goffman e Zygmunt Bauman, traçando um paralelo com autores como Pierre Lévy e Pedro Burgos, que estudam os avanços tecnológicos, procurando, desta forma, correlacionar a explosão tecnológica e seus efeitos colaterais no comportamento da população em geral. Pontos de convergência entre Nose Dive e a realidade são explícitos, embora a organização da sociedade no episódio seja regida apenas pelas performances nas redes sociais, na vida cotidiana da população ainda há pontos cruciais de divergência com a realidade hipotética do seriado.

Publicado
Out 18, 2018
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FAVARIN, Thainá; KULAK, Sergio Marilson. BLACK MIRROR, A DEPENDÊNCIA DA HIPERCONECTIVIDADE: DISTOPIA OU FUTURO PRÓXIMO?. REVISTA ADVÉRBIO, [S.l.], v. 13, n. 26, out. 2018. ISSN 1808-883X. Disponível em: <https://adverbio.fag.edu.br/index.php/ojs3/article/view/199>. Acesso em: 20 jul. 2024.